E então, 2017?

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            O ano passado foi bastante generoso comigo, comecei a trabalhar como servidor efetivo pela Rede Estadual do Espírito Santo, publiquei artigos, entrei numa especialização lato sensu da Universidade Federal do Espírito Santo, conheci novas pessoas.
            Em contrapartida, me mudei pra uma cidade que mais parece a Terra do Nunca, nunca tem nada e nem ninguém, as pessoas apesar de serem bem acolhedoras, tem o cérebro do tamanho de uma noz. Entrei em dois relacionamentos sem pé e nem cabeça: o primeiro era alcoólatra, insano e me dava medo; o segundo era um amor, no entanto, se fazia de bibolar em todos os campos da vida para sair de suas merdas pela tangente.
            A máxima para 2017 é não me envolver com ninguém, cuidar do meu trabalho, zelar pela minha escrita, conseguir alguma publicação, voltar a escrever poemas homoeróticos e tentar sair desse buraco.
            Tem sido muito difícil ficar longe da minha casa, dos meus pais, dos meus amigos. Não fiz amizades tão sólidas quanto as que eu tive lá atrás, e pelo visto não as farei mais. Eu fico muito só, guardo muita coisa e chego até ter algumas dores psicossomáticas.  Às vezes eu choro à toa.

            Por causa desse segundo relacionamento, joguei minhas férias para o ar e fiquei aqui nessa roça? E de que valeu esse sacrifício? Nada. Ainda virarei piada na boca de um e outro. Sabe, cortei meu cabelo para agradá-lo e a te a minha maneira de me vestir eu estava mudando, porque ela achava bonito assim e não assado. Não consigo entender por qual motivo eu me vendi por tão pouco, AMOR? Talvez, mas eu não pretendo amar mais, pelo menos não em 2017.

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