crônica sem título

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crônica sem título
Não era para ser eu. Era para ser um cara responsável, com cabeça de adulto, grande e capaz de falar firmemente em público. Talvez com mais experiência, mais altruísta, talvez com a mente tão pequena quanta a das pessoas que se dizem santas e pelo menos um pouco mais velho. No entanto, o dono da porra toda é um inadequado que fala gíria e palavrão – profanando pelos cantos: “véi, é variação linguística...”
Acho que as pessoas só me dão atenção, quando realmente percebem para que eu vim, que não estou de brincadeira e muito menos saio de casa para marcar bobeira. Quase ninguém  sabe e os que sabem não entendem porque eu choro debaixo do chuveiro. Nem percebem que eu tenho síndrome de Kurt Cobain, escondendo a tristeza da alma com um puta sorriso bem grande. Não, eu não quero neguinho cuidado de mim ou da minha vida, se preocupando com que diabos eu gasto meu dinheiro. Por que será que as pessoas daqui não estão habituadas a conviver com quem faz do conflito algo real e bonito? Tem um idiota na minha casa, que projeta sonhos e esperança... E eu o vejo todos os dias ao olhar o espelho do banheiro da minha casa ou da quitinete, sei lá que coisa é essa.
Às vezes eu acho que simulo a vida das personagens de tabloides gringos, as personagens problemáticas é claro, que acham super cool ser vintage, ouvir discos de vinil e criar gatos tão insanos quanto os donos. Controverso, amado e interessante – Eu sou quase uma tríade parnasiana que está cagando e andando para o conteúdo, que quer solidificar a forma. Vocês sabem o quanto dói, vocês sentem a mesma dor. Contudo, é mais bonito manter a força,  a hombridade, os paradigmas.

Tenho quase certeza que serei um daqueles que se desapega da vida para entrar na história.

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